urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuezEduardo Montepuez O blogue serve para dar voz e partilhar os meus escritos sejam poemas, prosas e crónicas ou outro qualquer género literário.
Aqui também se divulgam os meus livros.
Para quem quiser ler-me...
Obrigado pela vossa carinhosa presença!
LiveJournal / SAPO BlogsMontepuez2011-03-27T13:04:56Zurn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:253432011-03-27T13:00:26"O Espírito Tuga" é o meu novo livro 2011-03-27T12:57:11Z2011-03-27T13:04:56Z<p>O Espírito Tuga é o meu novo livro!</p>
<p> </p>
<p>Sinopse: <br /><strong>Como uma sátira bem-humorada emerge o olhar socialmente necessário que regista os hábitos, os malabarismos e as artimanhas de uma grande parte de um povo dos dias de hoje.</strong></p>
<p> </p>
<p><strong><em>Podem solicitar o envio via CTT para: e.montepuez@gmail.com (com direito ao autógrafo) ou para a editora através do email: luademarfimeditora@gmail.com</em></strong></p>
<p> </p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>P.V.P. 10 €</strong></span></p>
<p> </p>
<p><strong>E boas leituras.</strong></p>
<p> </p>
<p>Eduardo Montepuez</p>
<div class="saportecontainer" style="text-align: center;"><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/montepuez/fotos/?uid=SH8uulBPMSLWfm0m6szh" rel="noopener"><img style="border: 0 none;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o90067da2/8255370_YHH57.png" alt="" width="311" height="480" /></a></div>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:248822011-02-06T08:00:04Novo Livro2011-02-06T08:10:15Z2011-02-06T08:10:15Z<p>Amigos das Letras,</p>
<p> </p>
<p>Está no prelo o meu segundo livro. Depois da Poesia é tempo de rumar a outro género literário. A sua edição estará prevista para Março.</p>
<p>Em breve darei mais novidades.</p>
<p> </p>
<p>Obrigado pela vossa presença</p>
<p>E. M.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:247792011-01-16T21:20:08Numa só frase: 2011-01-16T21:21:13Z2011-01-16T21:22:59Z<p><span style="font-size: xx-large; font-family: book antiqua,palatino;"><em><strong>O meu Mundo mora no amanhã!</strong></em></span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:243462010-12-26T19:15:52Um Excelente 20112010-12-26T19:16:34Z2010-12-26T19:16:34Z<p> </p>
<p>Que o ano 2011 reforce tudo o que de bom conseguiram e que traga o que ainda procuram, com muito amor, paz e sapiência.</p>
<p> </p>
<p>Boas escritas e muitos sucessos.</p>
<p> </p>
<p>Um abraço,</p>
<p> </p>
<p>Eduardo Montepuez</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:242932010-11-26T21:45:27Nas palavras afiadas adormeço 2010-11-26T21:45:52Z2010-11-26T21:45:52Z<p>Acordei num labirinto de palavras</p>
<p>mas não eram palavras doces. Traziam tatuagens</p>
<p>de uma guerra fecunda e sórdidas tinham</p>
<p>punhais disfarçados de vogais. Eram afiadas</p>
<p>e rodopiavam na minha cabeça como quem dança</p>
<p>um tango. Um cansaço tórrido de gestos repetidos</p>
<p>os sons ritmados e as caravelas incendiadas</p>
<p>completavam o refrão dessa música de ninguém que</p>
<p>todos cantarolavam em uníssono.</p>
<p>Nunca saíra do labirinto de espelhos, nunca perdera</p>
<p>o sentimento das palavras afiadas e num ápice</p>
<p>adormecera para sempre… O tempo esgotara-se.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:240522010-11-18T22:01:01Dos meus olhos caem espelhos de diamantes2010-11-18T22:01:35Z2010-11-19T23:26:16Z<p>Caem, abandonados, os espelhos</p>
<p>e estilhaçam num chão amargurado.</p>
<p>São aos meus olhos, diamantes, siderados</p>
<p>que amanhecem as lágrimas nocturnas.</p>
<p>Das imagens, insólito trajecto, nas mágoas</p>
<p>sobem ao esplendor da solidão. Moram</p>
<p>entre os amantes e as risadas carpidas</p>
<p>num abrigo pendular. Dos meus olhos,</p>
<p>caem metáforas, iguarias e espelhos</p>
<p>de diamantes lapidados dos sentidos.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:235652010-11-14T09:15:39Quando as imagens calam as palavras…2010-11-14T09:18:09Z2010-11-14T09:18:09Z<p>Quando as imagens calam as palavras…</p>
<p>as bocas costuram enxovais. No breu</p>
<p>desaguam lágrimas de solidão</p>
<p>e o silencio, esse maldito, alvorece. Ébrios</p>
<p>sentimentos se estropiam. Convergem.</p>
<p>Mas as imagens são um passado, consumado,</p>
<p>estampado na memória, que o silêncio perpétuo</p>
<p>há-de relembrar. Eternamente. As mesmas palavras</p>
<p>mudam de cor, de cheiro e de corpo</p>
<p>numa vida que se apaga aos poucos…</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:233452010-11-09T22:30:03Sporting 2 – Vitória 3 – Um olhar transparente2010-11-09T22:39:03Z2010-11-09T22:39:03Z<p>Ontem assisti, por via da televisão, a um excelente jogo táctico de ambas equipas. Foi, se assim quisermos dividir, um distinto jogo de duas partes:</p>
<p> </p>
<p>A primeira parte, onde uma substituição do árbitro principal foi o início da voz que se anunciava que este jogo seria para mais tarde recordar. Então assistimos à melhor exibição do Sporting no campeonato, só manchada pela impensável decisão de validar um golo com dois erros crassos, a saber – no lance é falta sobre o guarda-redes vimaranense e a bola não chega a entrar na baliza – mau demais para ser visto nos relvados portugueses e numa competição que se quer profissional. Em abono da verdade bem que gostaria de ter visto alguém do Sporting a ajudar o árbitro explicando-lhe que assim não vale.</p>
<p> </p>
<p>Depois veio a segunda parte, num jogo partido de ataque dividido onde mais golos podiam ter acontecido, tudo isto, claro, com inúmeras oportunidades falhadas. Até que, a provar que, no melhor pano cai a nódoa, um jogador experiente tem uma atitude infantil, muito próxima daqueles jogos lá da minha rua nos tempos da minha juventude, que dá um pontapé a um colega de profissão, em resposta a uma cotovelada involuntária. Imprevisível e estúpida acção, com consequências óbvias para o clube da casa, que a jogar com menos um jogador perdeu a força anímica, de fugida para o adversário, e já em perda física viu o seu próprio barco afundar-se à conta de uns piratas (no melhor sentido) que jogaram futebol de uma forma fantástica, cheios de força anímica e com grande rigor táctico, e que demonstraram como se joga em contra-ataque. E de 2-0 se passou, rapidamente, para um 2-3 pouco esperado pelas hostes sportinguistas.</p>
<p> </p>
<p>Cabe-me realçar, num todo, o excelente jogo de futebol praticado no campeonato português que trouxe também ao de cimo a falta de cultura desportiva dos adeptos que vão ao estádio, apenas e só, para verem o seu clube ganhar custe o que custar, não dando o merecido valor a um adversário digno, eficaz e que assumiu uma personalidade de um grande clube que o é.</p>
<p> </p>
<p>Em prol do bom futebol, venham mais jogos destes, que, com estes ensinamentos, talvez a nossa visão tacanha de “<em>clubite</em>” se alargue para uma visão estrutural, de espectáculo e essencialmente de paixão ao futebol, que, esse sim, deverá estar sempre acima do clubismo.</p>
<p> </p>
<p>Parabéns ao Vitória de Guimarães e obrigado pela excelente lição táctica e de postura que deixou na capital, esperando, com isso, que a mesma sirva os interesses do futebol nacional num futuro que se quer próximo.</p>
<p> </p>
<p>Eduardo Montepuez</p>
<p>9 de Novembro de 2010</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:230582010-11-05T17:30:41Apetece-me ser Eu!2010-11-05T17:31:03Z2010-11-05T17:31:03Z<p><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">Há dias assim. Em que queremos fugir dos infernos dos protocolos e das ameaças que a imagem nos inflige. Não sei se serão laivos de uma perfeita noção da imperfeição que somos ou da indulgência dos nossos tormentos. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">Há dias em que queremos fugir do corpo coberto de regras e das afinidades da sociedade. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">São instantes de uma vivência prematura e em que sabemos que cada passo é um laço com a infracção do preconceito imposto. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">Mas se há dias assim, também há outros dias em que a loucura nos brinca com a sua visita, compondo um ramalhete de travessuras e rosas vermelhas para adoçar o nosso olhar, por vezes, triste.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">Nessas circunstâncias há um outro corpo dentro do mesmo corpo que se solta e nos grita aos etéreos ecos da liberdade para se ser o que se quer ser. E quando assim acontece, acontece a magia e apetece-me ser Eu!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">Um Eu desenvolto que conquista com o olhar as maiores certezas da humanidade e que adormece os rubros com o sorriso. Depois que nos caracteriza a verdade e a vontade e nos encaminha o sentido para um apetece-me ser Eu, para queimar as doutrinas do mal e arrecadar as armas dos destrutores, salvando o mundo das garras da ganância. Alicerçando regras, construindo caminhos e ao ser, no apetecer, transformaria em moldes românticos a cobiça e a ambição desmedida, criando a arte de entendimento entre o ego e a vontade de cada corpo. Em segredo desvendaria a harmonia do bem-estar de cada elemento que dá vida ao Universo. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">Acordaria todas as manhãs com o nascer do Sol e viveria na eternidade, numa palhota, feita de barro e capim, rodeado das frutas tropicais e das memórias dos vendavais. E nas palavras, depois de soletrar um brioso “Bom-dia” diria, convicto, apetece-me ser Eu! </span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:228922010-11-03T17:30:46Porque escreves? - 32010-11-05T17:30:26Z2010-11-05T17:30:26Z<p><strong>3. </strong></p>
<p> </p>
<p>As hostes estavam em alerta e as leituras iam aumentando calmamente. Nós, no Salão Nobre do Palácio da Quinta da Piedade, trocávamos argumentos com a Dr.ª Roselinda. Umas quantas pessoas já ocupavam as cadeiras disponíveis e seguiam atentamente a tertúlia.</p>
<p>Alguém apontou para o grande ecrã onde todos podiam acompanhar o site <em>on-line</em>. Acabara de acontecer um primeiro comentário, de uma dama, claro, com o nome de Ana Kostov e dizia assim, e cito:</p>
<p>- “<em>Em certa medida, segundo creio, todos tem razão... mas uns mais que outros porque há duas verdades fantásticas, a saber: este texto é demasiado grande para o pessoal pegar nele, ou seja, lê-lo. E a malta é mesmo vaidosa e por isso escreve e partilha.</em>” - Ana Kostov</p>
<p>Após a leitura, em voz alta, pelo velho Jeremias gerou-se um burburinho no salão que ninguém percebeu muito bem se era uma reacção positiva ou negativa ao dito comentário.</p>
<p>O Jeremias aproveitou o uso da palavra para continuar, dirigindo-se a todos.</p>
<p>- Caros amigos, amantes da palavra como eu, é com agrado que reconheço alguém que não teme assumir o que anteriormente já tinha assumido. E isto é, a malta é mesmo vaidosa e por isso escreve e partilha, quer gostem ou não, considero ser uma matéria factual.</p>
<p>- Antes de debatermos essa tese devemos introduzir na conversa um outro comentário que aconteceu. – disse eu.</p>
<p>- Permitam-me que o leia. – assumiu a Manuela e começou a ler.</p>
<p>- “<em>Tenho entrado pouco no Luso, só agora me apercebi desta história. Ora...Porque escrevo? Porque desde miúda sempre gostei de escrever, nessa altura, apenas porque gostava, e tinha brio em não dar erros ortográficos. Cresci e comecei a escrever, com outro prazer. Felicitações, temas de ocasião, nesta fase já escrevia em rima. Hoje, escrevo para libertar a alma, o pensamento, a depressão, a irritabilidade. Para recordar o ontem, imaginar o amanhã, sem que alguém me impeça de sonhar. O sonho é livre. A poesia também.<br /> Portanto, escrevo para ser livre</em>.” – escreveu a luso-poeta Antonieta.</p>
<p>Sem parar, a Manuela fez uma expressão de concórdia e partilhou:</p>
<p>- Direi, antes de mais, que esta intervenção é muito rica e considero que é feita com alguma profundidade. É algo que encaro com muito poético e inteligente. Penso que assumir a escrita na busca da liberdade é, por um lado, terno e por outro, conhecedor. Rico. E são estas partilhas que nos desbravam caminhos e enriquecem a alma.</p>
<p>- Mas quem escreve tem que ler! E porque lê? – questiona, do nada, a Dr.ª Roselinda aumentando o leque do debate.</p>
<p>- Calma! – alerta o velho Jeremias. Calma que a minha experiência avisa-me que existe muito boa gente que só pensa em escrever e quase nunca lê.</p>
<p>- Pois, pois! Por isso muita gente quando vê algum texto grande, em especial na Internet, passa para o seguinte sem o ler. – afirmou o Afonso.</p>
<p>- Se quiserem, mas é necessário algum trabalho de pesquisa, e até pode ser neste site, podemos encontrar muitos textos sem o mínimo de cuidado na ortografia, ou seja, cheio de erros e mesmo assim com comentários. E reforço, com comentários com uma total ausência desses factos, o que é estranho. – avançou o António.</p>
<p>Não havendo oportunidade para fazer no momento a análise, foi então que ficou decidido enviar mais um pequeno texto para o site. Quase num misto de partilha da conversa e na tentativa de uma maior interacção dos lusos on-line.</p>
<p>Não foi preciso esperar muito tempo, e isto porque a simpática e colaborante Antonieta decidiu colocar um segundo comentário:</p>
<p>- “<em>É certo que de um modo geral, quando se abre algo que se pretende ler, atraído ou pelo título, ou pelo autor, ou seja porque motivo for, e se depara com um texto enorme, há logo a ideia de fechar sem ler. Mas também há títulos, há autores, há textos que nos levam a ler, pensar, reflectir, comentar, ou não, mas fica sempre algo dessa leitura.<br /> Quem sabe, até uma ideia para uma próxima escrita, isto para quem gosta de escrever, claro.</em>” <br /> Ao ler este comentário, a Ana, nesse instante pediu a palavra para comentar:</p>
<p>- Concordo em parte com esta intervenção. Há, de facto, alguns autores em que lemos tudo o que encontramos escrito por eles, mas na mesma medida, há outros autores, em que já temos uma ideia preconcebida da sua escrita, que nunca os lemos e até podem colocar imensos textos ou escreverem algo de muito especial que nada acontece! Não vamos lá!</p>
<p>Mas essa é uma velha questão que ninguém a pega.</p>
<p>- Porque vais por esse caminho? – pergunta a Manuela</p>
<p> </p>
<p>Intervalo</p>
<p> </p>
<p>Esta história está a ser escrita. Está, portanto, em aberto e irá continuar, mas agora é a vez de quem lê ter a palavra… por favor, escrevam o que entenderem partilhar.</p>
<p> </p>
<p>Obrigado.</p>
<p>Até já!</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:227232010-11-02T17:30:06Porque escreves? - 22010-11-05T17:29:42Z2010-11-05T17:29:42Z<p><strong>2.</strong></p>
<p><strong><br /></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>António eu acho que devemos continuar a nossa interessante conversa num local mais apropriado, como é, por exemplo, a Sala Nobre do Palácio da Quinta da Piedade e até podemos trazer, para a conversa ou debate, mais autores até através da Internet, o que acham? – perguntei eu.</p>
<p>Parece-me bem. – respondeu a Ana de imediato</p>
<p>Pois eu também concordo, assim abríamos o debate aos nossos amigos da escrita. – disse a Manuela.</p>
<p>E tu o que achas? – perguntou o Afonso olhando para o Jeremias.</p>
<p>Bem! Eu adoro estas iniciativas, estar nesses espaços, ir onde a minha palavra me levar, por isso, só poderia concordar com tal ideia. – disse o Jeremias</p>
<p>Muito bem. Vou falar com a Dr.ª Rosalinda para tratar de marcar o espaço, arranjar uma data e hora e para providenciar a vídeo – conferência aberta a quem quiser participar. Ou então, podemos fazê-lo on-line no nosso espaço da escrita – o Luso-poemas – se todos estiverem de acordo. – disse eu.</p>
<p>- Claro que estamos todos de acordo. – respondeu agora o António como se já tivesse o consentimento prévio de todos.</p>
<p>Ok! Amanhã, depois do trabalho, encontramo-nos novamente aqui para definirmos as coisas. – Disse eu.</p>
<p>Cada um, após a saudada despedida, seguiu o seu caminho.</p>
<p> </p>
<p>O dia seguinte.</p>
<p> </p>
<p>Após meu trabalho, dirigi-me ao Salão Nobre do Palácio da Quinta da Piedade onde a Dr.ª Rosalinda esperava por mim. Durante a minha hora do almoço telefonara para acertar os detalhes da reunião e encontrara uma fantástica abertura por parte da Dr.ª Rosalinda que era a responsável pelo total dos espaços que ali existiam. Um Palácio enorme com um notável conjunto, hoje património municipal e classificado como Imóvel de Interesse Público, com um solar com características do século XVIII e interiores forrados de azulejos da época, zonas de lazer com lagos e fontanário e diversas capelas (Igreja de Nossa Senhora da Piedade, Ermida de Nossa Senhora da Piedade, Ermida do Senhor Morto e Oratório de São Jerónimo), sendo a primeira do século XVIII e as restantes quinhentistas. Estando ainda em funcionamento na Quinta uma biblioteca infanto-juvenil e uma galeria de exposições.</p>
<p>Enquanto conduzia em direcção aquele espaço maravilhoso, recordava as suas origens que remontam ao século XIV, quando foi instituído o Morgadio da Póvoa por Vicente Afonso Valente, cónego da sé de Lisboa. A história da Quinta está estreitamente ligada à história da Póvoa de Santa Iria, durante muito tempo chamada de Póvoa de D. Martinho de Castelo Branco, sétimo senhor da Póvoa e primeiro conde de Vila Nova de Portimão.</p>
<p>O património edificado actualmente existente na Quinta testemunha os diferentes períodos históricos e vivências que este espaço atravessou. Se, por um lado, são ainda visíveis os vestígios das edificações renascentistas – portal e placa epigrafada da antiga capela de Nossa Senhora da Piedade (1531) e oratório dedicado a S. Jerónimo – é do século XVIII que data o conjunto patrimonial mais notável da Quinta. As campanhas de obras do século XVIII, impulsionadas por D. Pedro de Lencastre Castelo Branco, quinto conde de Vila Nova de Portimão, originaram a construção da igreja de Nossa Senhora da Piedade, a ampliação do palácio e a sua decoração.</p>
<p>Mas depressa cheguei, devido ao pouco trânsito rodoviário, interrompendo assim o passeio memorial.</p>
<p>De sorriso, sempre aberto e espontâneo, já me esperava a Dr.ª Roselinda. Rapidamente fizemos a reunião, no que concerne aos acertos do tal evento, ficando depois em amena conversa sobre a nossa literatura. O tempo, esse incrédulo obstáculo, ficava definitivamente para segundo plano. Eram momentos destes que seduziam o meu amor pela palavra quer fossem pela forma oral ou através da escrita.</p>
<p>Depois de tudo acertado fui ter com os meus amigos, tal como combinado no dia anterior, para partilhar as boas novas e providenciarmos novas metas.</p>
<p>Ao chegar, já todos me esperavam, impacientemente, para saberem o que tinha acontecido na reunião. Contei-lhes tudo em pormenor.</p>
<p>Ficou combinado que teria que partilhar tudo no site Luso-poemas abrindo assim a possibilidade dos lusos em participar naquele evento devidamente preparado e tão desejado.</p>
<p>A data já estava marcada para o sábado seguinte com início previsto para as 15 horas.</p>
<p> </p>
<p>O tal sábado seguinte.</p>
<p> </p>
<p>Ainda não havia muita gente on-line apesar de já serem 15 horas. A expectativa, essa era enorme, e por parte de todo o grupo que iniciará esta aventura.</p>
<p>Foi colocado na primeira página do site, um texto de introdução, para atrair os usuários. Mas com o tempo a passar e sem que ninguém se atravesse a participar, apesar das leituras, até que eu avancei com o primeiro comentário, abrindo assim, as hostes para a participação massiva, e logo, com o seguinte comentário:</p>
<p>- António, Ana, Afonso, Manuela e Jeremias, eu bem que vos avisei, que ninguém participa porque este texto é demasiado grande... – escrevi numa entoação de provocação.</p>
<p> </p>
<p>Intervalo</p>
<p> </p>
<p>Esta história está a ser escrita. Está, portanto, em aberto e irá continuar, mas agora é a vez de quem lê ter a palavra… por favor, escrevam o que entenderem partilhar.</p>
<p> </p>
<p>Obrigado.</p>
<p>Até já!</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:223212010-11-01T17:00:24Porque escreves?2010-11-01T17:19:40Z2010-11-01T17:19:40Z<p>1.</p>
<p> </p>
<p>Estávamos numa roda de amigos, em plena rua junto ao café do bairro, quando um deles pediu a nossa atenção:</p>
<p>- Desculpem-me, façam silêncio, por favor… disse o António</p>
<p>E todos fizemos uma pausa, na palavra, no olhar e na atenção, para que o momento seguisse ao sabor de quem o queria fazer.</p>
<p>- Quero fazer-vos uma pergunta. Pensem na minha pergunta em silêncio, se fazem o favor, e respondam ponderadamente. A pergunta é a seguinte: Porque escreves? – Dirigindo, de seguida, o olhar a cada um da roda em jeito de desafio.</p>
<p>Continuou:</p>
<p>Eu já publiquei um livro. O Eduardo outro. A Ana já vai no terceiro. O Jeremias vai lançar o seu sexto livro. A Manuela acabou de apresentar o seu segundo e ao que parece continua com vontade de publicar mais e o Afonso têm cinco livros e diz-nos que acabou!</p>
<p>Mais silêncio… agora com os olhares a trocarem missivas por descodificar…</p>
<p>- Eu escrevo por amor, amor a cada gesto e a cada palavra! – disse Ana. – É uma boa razão, não é?</p>
<p>Fez-se de novo um silêncio apenas atrapalhado pelos poucos carros que passavam.</p>
<p>Escrevo porque preciso de encontrar leitores! – disse eu. – Também é uma outra boa razão.</p>
<p>Isso é uma boa treta, Eduardo, uma enormíssima treta. – Replicou o António. – Sabes bem que quando começaste a tua escrita não sabias da possibilidade de eles existirem.</p>
<p>Treta é o que vocês dizem! – Oiçam bem, se assim fosse já teria parado de escrever – disse o velho Jeremias. E aumentou o sorriso da sua cara. Com isto, captou as atenções de todos no mesmo momento e num compasso de silêncio disparou de novo:</p>
<p>- Escrevo porque sou vaidoso e quero que me conheçam, que falem de mim e que me considerem, de preferência, como um excelente escritor!</p>
<p>Seguiu-se uma cruzada de palavras.</p>
<p>- Calma! – berrou. – Um de cada vez. Bem sei que a verdade é sempre difícil de ouvir, e que alguns, embora se revejam nas minhas palavras têm medo de o assumir. Mas eu não! E digo-o com a frontalidade que me reconhecem.</p>
<p>Depois sentou-se no muro. Enquanto os outros o olhavam de pé.</p>
<p>- Onde diabo foste buscar essas ideias? – perguntou o Afonso.</p>
<p>A Manuela abanava a cabeça em negação assumida. Começava a dar sinais de impaciência.</p>
<p>Jeremias agora com um semblante mais sério avançou com o olhar para o grupo e de indicador em riste, mas sem nervosismo aparente, disse:</p>
<p>- Se não quiserem fazer uma reflexão sobre a vossa condição, sobre a vossa escrita e sobre a verdadeira razão que vos impulsiona para escreverem, nunca estarão completos e nunca saberão o que vos domina.</p>
<p>- Quem te disse que nunca o fizemos? – perguntou a Manuela.</p>
<p>- O que eu gostava, se fosse possível, era dar essa oportunidade a cada leitor. – disse eu.</p>
<p>- Como assim, Eduardo? – perguntou o António.</p>
<p>Comecei a explorar umas quantas vontades…</p>
<p>- E se o leitor tivesse a possibilidade, em qualquer parte do livro, de questionar o autor? Não seria de todo interessante? Ou mesmo, depois de ler cada livro, não seria oportuno criarem oportunidades de vários leitores interagirem com o escritor?</p>
<p>António fez um sinal com a mão e de seguida disparou:</p>
<p>- Meus amigos, já estamos a fugir ao desafio que aqui deixei, que relembro, consistia numa simples pergunta: Porque escreves?</p>
<p> </p>
<p>Intervalo</p>
<p> </p>
<p>Esta história está a ser escrita. Está, portanto, em aberto e irá continuar, mas agora é a vez de quem lê ter a palavra… por favor, escrevam o que entenderem partilhar.</p>
<p> </p>
<p>Obrigado.</p>
<p>Até já!</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:221322010-10-26T19:00:06O Passageiro2010-10-26T18:07:39Z2010-10-26T18:07:39Z<p>Olhos a debutar</p>
<p>camisa de riscas, sentado,</p>
<p>viaja. Na cabeça o planeta,</p>
<p>ao colo, amparada pelas mãos,</p>
<p>adormece a alegria.</p>
<p>Os sorrisos meninos sorvem lágrimas</p>
<p>de emoção. Um rouxinol entoa um cântico</p>
<p>e o vento soletra as letras, quando ao ouvido</p>
<p>dança os movimentos ignorados.</p>
<p>As paisagens correm, são desenhadas,</p>
<p>ao ritmo do falcão - peregrino</p>
<p>espalhadas pela planície do corpo</p>
<p>que abraça cada momento.</p>
<p>Nada é eterno,</p>
<p>e nos pés do passageiro</p>
<p>já há um traçado de ontem.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:218432010-10-25T21:30:25Analogia do Ser2010-10-25T20:37:51Z2010-10-25T20:37:51Z<p>Tenho o amor no olhar</p>
<p>Nos dedos dos cinco sentidos</p>
<p> </p>
<p>Tenho a nascença do tempo</p>
<p>Nos poros da minha ânsia</p>
<p> </p>
<p>Sou um vagabundo ávido</p>
<p> </p>
<p>Tenho a loucura na voz</p>
<p>Que cala a inocência</p>
<p> </p>
<p>E em tudo, sou um nada,</p>
<p>De desprezos temporais</p>
<p>Atado ao marco de um ontem</p>
<p> </p>
<p>Haverá um mundo quando morrer</p>
<p>Para que na morte eu possa Ser.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:217532010-10-21T19:40:30O meu caminho é opaco 2010-10-21T18:41:14Z2010-10-21T18:41:14Z<p>Quero dizer paz, mas digo força</p>
<p>Quero pensar na alegria, mas penso no desejo</p>
<p>Quero sorrir, mas digo pára!</p>
<p> </p>
<p>Não faças isso, nem aquilo</p>
<p>Não digas mal, diz antes o bem</p>
<p>Não dês a cara, mas antes o beijo.</p>
<p> </p>
<p>E quando a noite adormece, eu acordo</p>
<p>E desperto, vejo o brilho das estrelas</p>
<p>Que ensinam o caminho que recuso sempre…</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:214252010-10-08T23:10:45Quando sinto2010-10-09T12:20:08Z2010-10-09T12:20:08Z<p><span style="font-family: times new roman,times; font-size: large;">Quando sinto, sonho o caminho. Porque sinto</span></p>
<p><span style="font-family: times new roman,times; font-size: large;">Quando sinto, florescem sorrisos. Porque sinto</span></p>
<p><span style="font-family: times new roman,times; font-size: large;">Quando sinto, nascem esperanças. Porque sinto</span></p>
<p><span style="font-family: times new roman,times; font-size: large;">Quando sinto, o mundo é melhor. Porque sinto</span></p>
<p><span style="font-family: times new roman,times; font-size: large;">Quando sinto, o amor é intuitivo. Porque sinto</span></p>
<p><span style="font-family: times new roman,times; font-size: large;">Quando sinto, sou livre. Porque sinto</span></p>
<p><span style="font-family: times new roman,times; font-size: large;">É preciso sentir, e ao sentir, saber porque se sente</span></p>
<p><span style="font-family: times new roman,times; font-size: large;">Porque sentir é tocar, ver e saber, a felicidade.</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:212122010-09-26T17:00:24Os Girassóis2010-09-26T16:29:16Z2010-09-26T16:29:16Z<p>Há no amarelo uma luz apelativa. E esta flor alimenta a simbologia dos crentes quando sorri aos olhares que a contentam. Há, nesse momento, uma troca de mensagens torneadas pela encriptação. A flor Helianthus recebe a mensagem e responde aos anseios de sucesso, fama, sorte e felicidade. É quase uma troca justa.</p>
<p>Mas é o tempo que marca o passo do destino. Destino esse que desenhado num efémero Mundo e que sucumbe sucessivamente, ao mistério e ao (des)conhecimento do criador.</p>
<p>A história tem uma memória repleta.</p>
<p>Girassóis foram amplamente desenhados pelo, então coitado, pintor Vicente Van Ggh numa colecção de sete telas. Eis um detalhe: O homem, génio, viveu na miséria e cometeu o maior crime quando se suicidou.</p>
<p>A linha da fronteira é ténue.</p>
<p>Há no amarelo o outro lado da luz. Uma simbologia ignorada. Um risco de retrocesso, inglória, azar e infelicidade. Há uma realidade quase gémea da loucura sonhada e alimentada pelos impulsos dos caminhantes.</p>
<p>Os Girassóis são espasmos criativos, são flores e também são oportunidades. Oportunidades de olhar o único num todo e, conscientemente, extrair a mensagem que necessitámos.</p>
<p>Cada um que olhe por si, que leia, que escreva, e que pinte se tiver que pintar, mas que pense sempre pela sua cabeça. O Mundo avança. O tempo move-se. E nós, morremos um pouco, em cada dia que desperdiçamos.</p>
<p>Eis um dos textos que me faltava escrever!</p>
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<p> </p>
<p>Eduardo Montepuez</p>
<p>25 de Outubro de 2010</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:209152010-09-18T23:30:46Ritmos (em catarse)2010-09-18T22:35:50Z2010-09-18T22:35:50Z<p><span style="font-family: Garamond; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Garamond; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Garamond; font-size: large;">I</span></p>
<p><span style="font-family: Garamond; font-size: large;"> </span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-family: Garamond; font-size: large;">Nas ondas dessa maré azul</span></p>
<p><span style="font-family: Garamond; font-size: large;">dançavas ao ritmo do vento</span></p>
<p><span style="font-family: Garamond; font-size: large;">como uma ave que na liberdade</span></p>
<p><span style="font-family: Garamond; font-size: large;">do céu explanava a vida.</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:206962010-09-04T14:40:18É preciso2010-09-04T13:54:03Z2010-09-04T13:54:03Z<p>É preciso viver. Sem fingimentos. É preciso</p>
<p>É preciso olhar o futuro. Sem constrangimentos. É preciso</p>
<p>É preciso ter consciência. Na plenitude. É preciso</p>
<p>É preciso gritar. Ruir os silêncios. É preciso</p>
<p>É preciso chorar. Amar e sofrer. É preciso</p>
<p>É preciso ser liberdade. Cantar e sorrir. É preciso</p>
<p>Sentir vontades, correr e parar, ser preciso</p>
<p>É preciso!</p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:202812010-09-02T17:31:53Cartas para ti 2010-09-02T16:33:51Z2010-09-02T16:37:05Z<p>Cartas para ti</p>
<p> </p>
<p>II</p>
<p> </p>
<p>Mesurado tempo. Embutido na palavra e na viagem que no papel se desenha. Haverá alguma forma arcaica, violeta ou tenaz de pintar as letras da saudade? Se a saudade tivesse cor, o uivo seria ácido como a laranja caída nas margens do sonho.</p>
<p> </p>
<p>Mesurado sonho. Embutido no inconsciente da mente e na ternura do silêncio da voz opaca que rendilha a noite. Haverá alguma configuração tenebrosa, saliente e crente para avivar as letras da noite? Se a noite fosse um caminho de aventuras esventradas, já perdidas como um limão pálido e doente que morre lentamente no chão do nosso quintal. São tantos, os que morrem lentamente, como os quintais incoerentes que plantam ansiedades desfiguradas, preenchidas de dor, que na noite escondem o sofrimento.</p>
<p> </p>
<p>Não há tempo. Não há sonho. Nem tão-pouco palavras!</p>
<p> </p>
<p>(Já te disse inúmeras vezes)</p>
<p> </p>
<p>Se ousares responder-me, envia pelo mensageiro um pouco de sorte, um tanto de fragmentos de histórias e muitos ventos, quero sentir a tua força e o teu amor.</p>
<p> </p>
<p>Não te esqueças do beijo que roubei da boca da última laranja que morreu no sonho do tempo mesurado e afaga-o com esse olhar que a distância carpiu.</p>
<p> </p>
<p>Ainda estou perdido no mesmo templo das palavras e sinto o marasmo meio cálido, quase doente, desse limão amargo que roça o trilho. Oiço esperanças. Oiço os movimentos do meu corpo que cavam um estado de ansiedades. Ainda abraço o tempo!</p>
<p> </p>
<p>Eduardo Montepuez</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:201832010-08-31T12:30:35Cartas para ti2010-08-31T11:36:52Z2010-08-31T11:36:52Z<p>Cartas para ti</p>
<p> </p>
<p>I</p>
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<p>Há em mim um templo de palavras. Estão todas destinadas. Embora com um tempo e um caminho que em conjunto transmitem a mensagem que é preciso transmitir naquele exacto momento. Há também um vácuo de ideias e trilhos que esperam um reino para ganharem forma. É aqui que gosto de permanecer. Onde posso fazer o destino acontecer e em que escolho o momento de parar. São estas palavras que me trazem o prazer de ser lido. Que me mostram aos olhos do leitor e permitem que este faça o seu juízo do sujeito que se esconde nas vírgulas e nos espaços preenchidos da frase.</p>
<p>Tenho uma casa-castelo feita de maiúsculas. Tem janelas para o mundo e é feita com telhas de interrogações para que ao deitar possa adormecer nas dúvidas da linguagem. O adormecer e as dúvidas fazem-me bem. Há também uma porta nas traseiras que dá acesso ao meu quintal de abecedários plantados nas estufas que construi debaixo dos títulos dos romances que planeei escrever quando chegar ao tempo da maturidade. Irei usar as minhas letras para criar uma linguagem própria e assim conceber um estilo único. Com as outras letras que sobrarem farei donativos. Por agora, aprendo a somar as horas, ainda quero gozar os templos dos que cresceram primeiro. Quero viver as suas memórias e aprender a ouvir as suas vozes.</p>
<p> </p>
<p>Eduardo Montepuez</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:197822010-08-22T16:04:05Escritor por um dia2010-08-23T15:05:00Z2010-08-23T15:05:00Z<p><span style="font-size: medium; color: #000000;">Um único dia que seja quero ser escritor. E ser escritor há-de ser muito mais que publicar um, dois, três ou mais livros. Há-de ser, com suor e lágrimas, um trabalho feito de esforço e dedicação. Há-de ser uma pesquisa e uma aprendizazem constante e depois uma resposta clara nos escritos que nasçam de mim enquanto escritor. </span><br /><span style="font-size: medium; color: #000000;">Procuro o reconhecimento por aquilo que faço e não por aquilo que sou!</span><br /><span style="font-size: medium; color: #000000;">Hei-de ter uma consciência permanente e se o meu objectivo nunca ousar ser alcançado, se esse reconhecimento nunca chegar, prometo-me, com glória e fé, não desistir e, principalmente, não usar estratégias de ataque aos que melhor escrevem que eu, para chamar para mim as atenções, e assim ser colocado no mesmo patar que estes, justamente, estão.</span><br /><span style="font-size: medium; color: #000000;">Mas por agora só me restam duas coisas: escrever e receber todas as críticas que assim entenderem dar-me.</span><br /><span style="font-size: medium; color: #000000;">Um dia, um único dia que seja, hei-de ser escritor. </span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:192712010-08-21T09:00:52Eu amo o meu Portugal2010-08-21T08:13:23Z2010-08-21T08:13:23Z<p><span style="color: #ff0000; background-color: #ffff00; font-size: large;">Sei que qualquer cidadão que se preze ama o seu país. Por isso posso afirmar com toda a convicção que: - “Eu amo o meu Portugal”!</span></p>
<p><span style="color: #ff0000; background-color: #ffff00; font-size: large;">Mas por vezes numa relação de amor existem momentos que nos deixam sem forças ou com alguma dúvida. São fases baixas que aparecem para termos uma consciência maior das fases altas.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000; background-color: #ffff00; font-size: large;">Neste preciso momento atravesso o deserto da fase baixa e não vejo um fim à vista. Sinto-me triste com as notícias que disparam quase minuto a minuto.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000; background-color: #ffff00; font-size: large;">São os fogos que na maioria são postos pela mão do homem.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000; background-color: #ffff00; font-size: large;">É na política que são todos tão iguais e não param de afundar o que resta…</span></p>
<p><span style="color: #ff0000; background-color: #ffff00; font-size: large;">É o futebol que tão cheio de peripécias internas agora começa a despoletar atenções internacionais com o caso caricato do seleccionador nacional. Se o alvo é o Prof. Carlos Queiroz, o mais atingido é Portugal.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000; background-color: #ffff00; font-size: large;">E o que mais me impressiona, que amo o meu Portugal, é o facto de que os que mais lucram com a sua profissão, são precisamente os que mais acabam com este meu país. Dói ver! Sofro por nada conseguir fazer para que tudo acabe, para que as consciências se revoltem e acabem com esta miséria que nos mata aos poucos…</span></p>
<p><span style="color: #ff0000; background-color: #ffff00; font-size: large;">Que se lixem os políticos, os dirigentes e os cidadãos doentes que ateiam fogos. São todos iguais. Estou farto de assistir ao teatro dramático, estou cansado de ouvir que afinal ninguém é culpado – e se é – ainda não foi punido como deveria de o ser.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000; background-color: #ffff00; font-size: large;">Que posso fazer? Que podemos fazer? Para mudar esta realidade que nos rasga a bandeira, que nos despe a identidade e nos tira a alma!</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:191552010-08-20T22:40:35guardem segredo2010-08-20T21:45:24Z2010-08-20T21:45:24Z<p><span style="font-size: medium; color: #00ff00; background-color: #993300;">o braço soltou um gemido. a mão misteriosa agarrou a vida. e o chapéu alto curvou-se para dar um bom dia. eram os teus olhos verdes que passavam atrelados aos óculos redondos que imitavam a minha primeira bicicleta. assisti ao sorriso do convento que do alto do seu corpo observava. a memória impulsionava o desejo, queria que este cenário viajasse no tempo. procurava infâncias de aros e berlindes ou de jogos do lenço, da corda e se possível com raízes perdidas ainda mais enterradas no tempo.</span></p>
<p><span style="font-size: medium; color: #00ff00; background-color: #993300;">a mão fez um sinal que silenciou o braço. o chapéu foi empurrado pelo vento que chegou de forma inesperada e brusca. que loucura. toda a violência é a mais louca irmã dos momentos. os olhos verteram, pela surra, uma inominada lágrima.</span></p>
<p><span style="font-size: medium; color: #00ff00; background-color: #993300;">fez-se noite, não para dormir, mas para fugir de mim. era preciso alguém aparecer para contar a história que nunca aconteceu. guardem segredo. se algum dia pronunciarem alguma palavra desta minha verdade a loucura gritará o vosso nome.</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:montepuez:187442010-08-17T19:00:22Escrever é... 2010-08-17T18:24:01Z2010-08-17T18:24:01Z<p><span style="font-size: large;">Escrever é assumir a <span style="color: #ff0000;">loucura</span> de ir ao âmago do <span style="color: #0000ff;">pensamento</span>, adorna-lo, vesti-lo de <span style="color: #800000;">personagens</span> e ter a <span style="color: #008080;">coragem</span> de fazer o próprio <span style="color: #800080;">parto</span>.</span></p>