Caem, abandonados, os espelhos
e estilhaçam num chão amargurado.
São aos meus olhos, diamantes, siderados
que amanhecem as lágrimas nocturnas.
Das imagens, insólito trajecto, nas mágoas
sobem ao esplendor da solidão. Moram
entre os amantes e as risadas carpidas
num abrigo pendular. Dos meus olhos,
caem metáforas, iguarias e espelhos
de diamantes lapidados dos sentidos.