O blogue serve para dar voz e partilhar os meus escritos sejam poemas, prosas e crónicas ou outro qualquer género literário. Aqui também se divulgam os meus livros. Para quem quiser ler-me... Obrigado pela vossa carinhosa presença!
30 de Junho de 2010

A questão da caravela ao fundo bem podia ser um episódio retirado de um jogo medieval ou de uma batalha naval efémera antiga, muito antiga mesmo, mas não é. Dizem que os portugueses do século XX e XXI andaram, nestes últimos tempos, ancorados a um sonho que se escondia numa caravela cheia de conquistadores lusitanos (alguns, imagine-se, oriundos do Brasil para dar uma certa modernidade à coisa) que navegavam entre o cabo da boa esperança e o das tormentas… Quis a história, mais uma vez, que os espanhóis se cruzassem no trajecto dos portugueses. Sabíamos que o passado não nos trazia muitas razões de esperança, mas antes tormentas e, por isso, ficamos numa expectativa verde-esmeralda, melhor, verde de esperança, com um sensível desejo de mudar a história. E no correr dos dias tivemos a confirmação de uma descoberta bem patente dos novos tempos, que nunca ousamos transportar dos nossos gloriosos antepassados das descobertas – a mentalidade ganhadora – que é o princípio activo da mudança e do crescimento interno, primeiro, para depois se traduzir no espaço externo que é o plano mundial. No futebol fomos “esmagados” pela “fúria de armada espanhola” quando intimidados fomos para um campo de (futebol) batalha com um estranho medo e defendendo algo que não tínhamos em relação ao nosso opositor – afinal, os detentores do título europeu ou da melhor posição na grelha da Federação Internacional de Futebol Associativo (FIFA) é dos espanhóis. Tivemos um Infante Carlos Queiroz pouco assertivo, menos corajoso e com pouca, ou nenhuma, vontade de fazer história no futebol mundial. Em suma, tudo acabou mal ao sermos derrotados pela selecção espanhola. E agora, depois do acordar da consciência, resta-nos o direito de sabermos o que realmente aconteceu nas peripécias de alguns jogadores como Deco, Nani ou outro qualquer no decorrer deste mundial de futebol. Aguardaremos pacientemente. Quem não deve estar nada satisfeito com o término desta anestesia geral dos portugueses é o outro nosso Infante, José Sócrates, que agora vê o espaço e o tempo dividido entre as polémicas pós-futebol e o défice, os aumentos, onde o I.V.A (Imposto de Valor Acrescentado) é dominador. Preparem-se para voltarmos ao velho Portugal, cheio de casos dos géneros da Casa-Pia, Freeport, corrupção activa e passiva e outras belas histórias dos meandros nacionais. Temos personagens (da vida real) de fazer inveja ao Mundo! Depois, diga-se o que se disser, voltaremos ao início de caminhada com uma caravela ao fundo, de um jogo ou de uma criança mais distraída que brincava inocentemente numa praia (de bandeira azul, preferencialmente) qualquer do nosso paraíso plantado à beira-mar, porque, de resto, nada acontece de facto, , a não ser entre muita polémica acesa e um rol de processos à espera de um arquivo mais morto que a certeza dos nadas onde é preciso preencher os tempos das pessoas e dar, a alguns, a grande oportunidade de ganhar o que só aos predestinados cabia. Entretanto há um campeonato de futebol que começa e a memória que, aos poucos, morre! Eduardo Montepuez 30 de Junho de 2010
publicado por Montepuez às 23:02
27 de Junho de 2010

Guardarei para memória futura… Sem as fotografias da praxe, que a memória não precisa de muletas, mas com a alegria de ter estado com quem gosta de estar, entre a poesia e um bom pedaço de conversa, guardarei para memória futura… O dia de ontem, sábado 26 de Junho de 2010. Que foi o lançamento oficial do meu primeiro livro “Metamorfose do Corpo” em Lisboa. Para que fique o registo e porque tenho e quero agradecer algumas presenças, partilho-vos o meu fervoroso agradecimento para: Carlos Teixeira Luís (escritor e o apresentador da obra) Paulo Afonso Ramos (editor) Os amigos: Sandra Ana Jéssica Pedro E os poetas: Vítor Cintra Emanuel Lomelino Gonçalo B. Sousa Foi saboroso o paladar das palavras e dos olhares que envolveram o tempo num tempo de ninguém e de todos que agora guardo em mim. Imensamente grato, Eduardo Montepuez
publicado por Montepuez às 10:30
26 de Junho de 2010

Estimado/a Leitor/a, O autor, Eduardo Montepuez, e a Temas Originais têm o prazer de o convidar a estar presente na sessão de lançamento do livro “Metamorfose do Corpo” a ter lugar no Auditório do Campo Grande, 56, em Lisboa, no próximo dia 26 de Junho, pelas 19:00. Obra e autor serão apresentados pelo poeta Carlos Teixeira Luís. Metamorfose do corpo (Poesia) Sinopse: "Este título [...] convoca-nos para uma peregrinação plena de dualidade. Se por um lado o autor [...] nos traz uma percepção sobre o que rodeia e altera o corpo, por outro nos sugere essas mesmas alterações de dentro." (do Prefácio) Se puder, apareça! Se puder, divulgue, s.f.f. Saiba mais em: http://www.temas-originais.pt/ Muito Obrigado
publicado por Montepuez às 09:59
25 de Junho de 2010

As palavras servem para imensas coisas. Servem para acariciar as mentes, ocultar desejos, simular propósitos, atacar e defender ou para apelar à memória. Quem escreve deve ter essa noção e responsabilidade na forma como quer usar as palavras e também deve ter a consciência que irá ser lido por diversos estilos de leitores… Apelar à memória… e porque é disso que hoje se trata. Quando todos estamos concentrados no jogo de futebol do campeonato do mundo entre as selecções de Brasil e Portugal, em que nada importa quem ganha ou quem perde, se a nossa memória esquecer o nosso passado. Melhor, importará no momento e pouco mais, porque depois outros momentos ocuparão cada espaço do leitor e de cada escritor. Não preciso recuar até ao ano de 1500 para apelar à memória, prefiro recorrer aos tempos mais próximos, quase como um jogo, em que o que importa é quem de facto perdeu! E nesse misterioso trajecto, apelidado de jogo, fico perante a tristeza de hoje ser um dia marcante porque faz, exactamente, uma semana que quem perdeu o jogo nos deixou – José de Sousa – mundialmente conhecido por José Saramago. Há, de facto, jogos em que perder não tem a relevância que se quer dar, e outros jogos, como o da vida, que tem muito mais relevância do que aquela que se dá… Tão simples quanto isso, quer se queira ou não. Hoje celebra-se a missa do oitavo dia da sua morte e quase já ninguém se lembra desse facto. Porque a vida tem outros atractivos, porque é intensa e flui com naturalidade ou porque a memória é um músculo que nunca ou pouco foi exercitado. Mas quem perdeu foi a literatura portuguesa e mundial, o que na verdade significa outra realidade; quem perdeu fomos todos! Hoje quis praticar o meu direito de desenvolver este músculo que possuiu que se chama memória, que ao fazê-lo, pratiquei e desenvolvi outros músculos como o da escrita e o do pensamento, num velho hábito que procuro manter. Que ganhe o melhor, no futebol, se isso for assim tão importante, mas que nunca se esqueça a memória de um povo, a razão de um escritor e a consciência do dever. E já agora, não se esqueçam de amanhã, que no auditório do campo grande acontecerá o lançamento do meu primeiro livro de poesia “Metamorfose do Corpo”, para em conjunto saborearmos o doce das palavras. Até lá… Eduardo Montepuez
publicado por Montepuez às 17:58
20 de Junho de 2010

publicado por Montepuez às 23:55
19 de Junho de 2010

Não expliques nada aos olhares do outro lado da rua. Nem tentes inventar razões para as ausências dos silêncios que tanto persigo. As tábuas da casa rangem a cada passo teu, ao peso do corpo bruto ou ao teu olhar de fúria incontrolada. Bate com a porta! Que também é de madeira maciça e range nas tuas costas… Não batas mais no corpo que sofre ao teu lado! Que mastiga os sonhos acabados de uma infância ansiosa. Que na noite treme, por sentir evoluir os pesadelos do futuro, que cada manhã torna realidade. Não! Já não tenho forças para fugir ou para bater com a porta! Suplico-te: Bate a porta!
publicado por Montepuez às 00:44
18 de Junho de 2010

Morreu o escritor José Saramago! Não! Não escrevam sobre o Escritor... Deixem-no um pouco só. Nesta última viagem. Não digam frases feitas e outros louvores. Não lhe dêem medalhas e outras condecorações. Agora de nada adianta, porque é tarde, muito tarde para o que quer que seja. Deixem-lhe um silêncio, profundo, como a incompreensão do Mundo.
publicado por Montepuez às 13:30
08 de Junho de 2010

O mar é negro! Morrem as vidas de inocência e de um desconcertante descuido, em que saibam do porquê, sem que possam suplicar uma ajuda por mais pequena que seja ou apenas morrem porque dentro da liberdade de viver alguém lhe deu a liberdade de morrer, mesmo contra a sua própria vontade. Morrem porque o mar é negro, e neste negrume que há-de atingir-nos a todos, colhemos uma visão do nosso amanhã, do declínio de um tempo de exageros e loucuras. As ceifadas ficam presas na memória e massacram-nos a alma!
publicado por Montepuez às 15:10
03 de Junho de 2010

Na estrada da solidão há um caminhar constante onde tantas pessoas se encontram num caminho permanente. Não se vêem umas as outras, muitas vezes, cada uma, nem a si própria se sente, mas todas estão lá! Outras sabem da sua condição pela consciência, mas atribuem aos tempos modernos a razão que justifica tal condição, e também se deixam permanecer… É uma solidão que aglutina pensares, desejos e realidades. É uma solidão livre de preconceitos.
publicado por Montepuez às 15:08
02 de Junho de 2010

as horas marcham em direcção ao fim. esse mesmo fim que conflui com o princípio, e entre uns e outros, existem os que passam o tempo a procurar… a vida é esse passo que absorve as energias e se alonga nas intempéries, quase que num desafio sinuoso ou provocador. e as palavras, parcas de mão, são jogadas ao caminho como se o mundo fosse uma mentira. só as horas sobrevivem e casam com a mentira que veste o mais lindo vestido de noiva!
publicado por Montepuez às 15:07
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Nem só de tempo vive o Homem...
É é isso que nos alimenta o mundo de hoje ou não s...
Venho deixar um abraço com desejos de muitas alegr...
As palavras não são sempre doces. Mas são sempre n...
"Dos meus olhos,caem metáforas, iguarias e espelho...
Muito belo este registo. Quando imagens calam pala...
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Ola Eduardo, estou aqui visitando seu blog pela pr...
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