O blogue serve para dar voz e partilhar os meus escritos sejam poemas, prosas e crónicas ou outro qualquer género literário. Aqui também se divulgam os meus livros. Para quem quiser ler-me... Obrigado pela vossa carinhosa presença!
29 de Abril de 2010

Sem politiquices de merda e numa fase conturbada ou masturbada que chamam de crise, vemos em todos os quadrantes sociais, os trabalhadores serem monopolizados para fazerem greves e mais greves.

Gostava de poder dizer aos sindicatos deste País, pela consideração que me merecem e pela sua história de luta, que a greve é a última arma que se deve usar e o uso repetido dela faz muitos feridos e tira alguma credibilidade ao parceiro social que deve ser, e que tem o dever de ajudar a encontrar soluções e não ser parte integrante do problema.

O direito deve ser respeitado, mas apenas com as obrigações cumpridas e a perfeita noção da realidade. E a greve deve ser um sinal de força se tal for o último recurso. Nunca o recurso!

A criação de mentalidades de luta de direitos sem cessar, ou de desconfianças, que geram dúvidas e elevados índices de motivações de perda constante, contra a qual é preciso lutar, lutar, sem nada perguntar, está ultrapassada.

Basta de empresas falidas! Basta de trabalhadores de umbigo grande e mãos paradas, basta!

É hora de crescer, de provar ser um contributo social válido, de dar um passo firme. É hora de fazer greve à greve, em prol do trabalhador, que quer garantir o seu posto de trabalho.

Deixem-se de olhares atrofiados e discursos retrógrados. Que se fodam as ideologias ou o aberrante olhar para o outro. Lute-se sim, por um País, por uma sociedade melhor e por uma Europa unificada. Lute-se por um amanhã sóbrio e justo.

Que se fodam as politiquices!

Que se fodam os partidos!

Que se fodam os sindicatos!

Viva a greve à greve!

Viva! Por um Mundo melhor, que se fodam os puritanos e se digam palavrões, chavões ou gritos de guerra se isso melhorar o Mundo e o trabalho não acabar!

publicado por Montepuez às 20:39
27 de Abril de 2010

Dou um murro na mesa pela falta das palavras

As folhas de papel voam assustadas

Sem a poesia o mundo morre-me nos dedos

Da mão fechada que esbarra no silêncio

E na dor da ausência.

Dou um murro no tempo dos nadas

Para chegar à melodia da palavra

Que no ventre do pensamento

Anda de mão dada com a solidão.

A palavra espera por um sinal

Pelo gesto que acontece.

O murro é a força motriz

Do parto no poema que nasce.


http://www.youtube.com/watch?v=5sF9krvE0AM

publicado por Montepuez às 21:15
26 de Abril de 2010

Fujo das ondas de um mar alto e de outras imagens

Que avivam a minha memória perdida

De azuis pálidos e verdes ondulados

Que cobrem a maresia do meu corpo

Como regaços, rios ou planícies do tempo

Esquecido. Deito-me no acreditar – estímulo em dó maior

Das músicas de outras vozes – trovas amadurecidas.

Fujo dos nadas, que construí

Com uma barca; hei-de cruzar as impetuosidades

Do mar supremo; como ninguém

Conseguirá. E nas músicas da vida

Tocarei sete instrumentos. Pedirei alentos,

As nuvens e aos ventos

Que no mistério do deserto

Guardarão segredos nunca pensados

Entre sábios prosadores. Cantarei sôfrego. Escutaras-me

Gaivota solitária, nos céus e nas montanhas.

publicado por Montepuez às 21:21
25 de Abril de 2010

Esta noite sonhei ser escritor. E no meu sonho eu era o centro de todas as atenções. Escrevi um único livro que falava de pessoas e dos seus laços que as ligam à terra. Nesse livro, recheado de sensações, alguns dos personagens eram inspirados da vida real, outros da vida virtual e sobravam páginas para colocar alguns amigos da minha vida do imaginário.

O livro tinha o título, pequeno, de ASAS. Pequeno por serem quatro letras apenas. Mas, na verdade do meu sonho, este título, para mim, era enorme.

Com ele consegui voar. Regressei à minha primeira escola, onde aprendi a escrever, para junto dos meus amigos de infância e alguns familiares pudesse falar do meu sonho da escrita. Senti Amor nos rostos dos presentes, vi a Saudade estampada nos olhares e as lágrimas que se perderam eram de uma Alegria incontida numa mensagem sem palavras mas singela de que, os Sonhos devem ser tentados até serem realizados. E esse era o segredo do meu livro: ASAS para voar, eram feitas de Amor, Saudade, Alegria e Sonhos.

As palavras, neste livro de sonhos, transmitiam fielmente as sensações que sempre senti, aqui e ali, e que agora se realizam, através do livro, no meu mundo de sonhos. Este era o meu único e majestoso desejo: ser escritor.

Ser o escritor que com as palavras juntava as pessoas. Que fazia renascer esperanças, que as envolvia em projectos conjuntos por um mundo melhor para todos.

Quando o dia raiou, despedi-me do sonho com a certeza de voltar a encontrá-lo, com a esperança de voltar a reinventá-lo, e sorri para mais um domingo.

Hoje, durante todo o domingo, vou viver os resquícios deste sonho, aqui e ali, para alimentar a esperança que sobrevive dentro de mim.

Que o amanhã me traga a realidade deste sonho!

publicado por Montepuez às 06:30
24 de Abril de 2010

Saber-te

É todo o meu caminho

 

É ampliar a mente.

publicado por Montepuez às 20:05
23 de Abril de 2010

O caminho fez-se da luz

Olhos: que sentem o vento

Que chegam ao luar e ao desejo.

Sintam-se os dias despidos

O amor e a beleza dos silêncios

A canção e o ávido coração

Do corpo que será varão.

publicado por Montepuez às 20:03
22 de Abril de 2010

O rio corre no plano dos olhos

Das aves sedentas: e os peixes vivem entre silêncios

Nas cores das subtilezas corpóreas

O mundo gira. As águas escapam-se

Das trincheiras da vontade

E dos limites do olhar. No traje

Um rosto que decide: o teste lúgubre

O enlaço dos peixes disserta as aves

Entre atribulados passos perdidos.

publicado por Montepuez às 20:02
21 de Abril de 2010

Os machados nas mãos dos homens

Tatuaram os tempos: o invisível ainda se expande

Na inocência guardaram a respiração

Os passos acabados. Esses homens

Ensombrados pela ambição e pelo sucesso

Rumaram à morte. No ventre da mãe

De luz proeminente: um grito sábio

Dom do nascimento efémero

E do sofrimento legado.

publicado por Montepuez às 20:02
20 de Abril de 2010

Tu és especial. Sei sempre o teu nome mesmo que não veja o teu rosto. Sei-te presente sem que sinta o teu olhar, mas sei que viajas por mim. Tu és especial.

Flor de um canteiro universal ou granjeio deste espaço crescente roubas as palavras, mesmo sem que nelas mexas, para acalentar essa necessidade erudita que tens. E eu, aqui tão longe e tão perto, faço a distribuição das letras na esperança que passes por aqui para sorveres algumas das palavras expostas ou até as frases que queiras guardar. Tu, nem sabes nem sonhas, o quanto és especial para mim quando me motivas mais escritas, quando também escreves para que possa ler-te. E nesta partilha, sem compromisso prévio, crescemos no mundo das letras e aprendemos a ser gente, com sentimentos narrados ou com gestos multiplicados.

Se o mundo fosse só eu, ou só tu, perdia-se na falta da partilha essa semente da amizade e, por consequência, a do amor e a da vida, subvertia-se o valor dos sentimentos e da gratidão de dar e receber e, ainda assim, faria sentido em continuar? Triste e só! Não! Não teria sentido qualquer passo que desse nem poderia dizer-te: - Tu és especial!

Obrigado por ser Tu, desse lado do texto, em sintonia com as palavras que nascem de mim.

publicado por Montepuez às 20:01
19 de Abril de 2010

O poema nasce no âmago do poeta

contido, e exposto aos silêncios, do universo.

Há olhares, saberes, e melodias

que lhe dão a própria vida.

publicado por Montepuez às 20:00
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